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PLC – História e Gerações História

Updated: Feb 5

Até 1968 toda a lógica de controle das linhas de produção era feita através de painéis elétricos, onde eram executados comandos utilizando a lógica Hard-wired, a qual utilizava relês eletromecânicos e fios conectados elementos, que excitavam os contatos e tal forma executar a tarefa desejada, porém quando havia uma alteração na lógica, desses painéis era comum ocorrem erros, além de ser uma tarefa extremamente demorada e complexa.

O CLP (Controlador Lógico Programável), ou PLC (Programmable Logical Controller), nasceu da necessidade da indústria automobilística de economizar tempo e dinheiro quando a mesma precisava modificar a lógica de controle de seus painéis de controle painéis de comando.

Assim, em meados de 1968 nascia na General Motors o CLP, cuja especificação foi liderada pelo engenheiro Richard Morley. Eram elas:


  • Facilidade de programação e reprogramação;

  • Facilidade de manutenção e reparos, preferencialmente com módulos plugins;

  • Capacidade de operação em ambientes industriais;

  • Dimensões menores que o equivalente em relé

  • Capacidade de comunicação com um sistema central de dados e que tivessem um custo competitivo frente os painéis de relé e contatores (History of Control History of PLC and DCS Vanessa Romero Segovia and Alfred Theorin)


1ª Geração de CLP.

Até o momento uma grande quantidade de relés colocados em placas eletrônicas que eram conectadas a outra placa maior através de fios, os circuitos de fiação, e agora foram substituídos pelo software de programação. Depois de alguns anos os relés eletromecânicos foram trocados por transistores e na metade dos anos setenta, os circuitos integrados começaram a fazer parte das placas dos CLPs. Sendo essa considera a primeira geração de CLPs.

2ª Geração de CLP.

A sua segunda geração surge quando são introduzidos microprocessadores e microcontroladores, utilizando uma programação ainda ligada ao hardware usando a linguagem de programação Assembly, uma linguagem que exigia que o programador conhecesse a fundo as características eletrônicas de cada processador utilizado.

3ª Geração de CLP.

Na terceira geração, os CLPs passaram a ter uma entrada de programação, onde um Teclado ou Programador Portátil era conectado, podendo alterar, apagar, gravar o programa do usuário, além de realizar testes de hardware e software, iniciando-se a programação de alto nível utilizando-se computadores pessoais, a estrutura física também sofre alterações sendo a tendência para os Sistemas Modulares com Bastidores ou Racks.

4ª Geração de CLP.

Na quarta geração, com a popularização e a redução dos preços dos microcomputadores, os CLPs passaram a incluir uma entrada para a comunicação serial. Tornando os microcomputadores a principal ferramenta de programação, as vantagens eram: a utilização de várias representações das linguagens, possibilidade de simulações, testes, treinamento e ajuda por parte do software de programação, possibilidade de armazenamento de vários programas no microcomputador, etc.

5ª Geração de CLP.

Na atual geração (5ª), existe preocupação em padronizar protocolos de comunicação para CLPs, tornando possível um equipamento de um fabricante conversar com o de outro (hoje é possível um equipamento, por exemplo, um leitor de identificação via indução de uma marca, conversar com outro de outra marca, uma coisa que não era possível até alguns anos atrás), não só CLPs, como Controladores de Processos, Sistemas Supervisórios, Redes Internas de Comunicação. Proporcionando uma maior integração entre os sistemas, flexibilidade para desenvolvimento de projetos, facilitando com isto o gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais flexíveis e normalizadas. Existem organizações mundiais para o estabelecimento de normas e protocolos de comunicação, tais como Fieldbus.org, ODVA e outras.


Será que estamos na 6ª Geração de CLP?

Será que introdução de protocolos como OPC-UA, MQTT, capacidade de conexão com banco de dados (Linguagem SQL), divisões de runtime, abertura para linguagens fora da IEEE61131-3 com C#, já estaríamos na sexta geração? Ou a sexta geração está iniciando agora com os novos Virtual PLCs (Link)?, isso é o que vamos descobrir nos próximos anos, cada dia que passa novos lançamentos com melhorias das tecnologias, capacidades computacionais e ambientes de programação cada vez mais avançados com recursos antes inimagináveis em PLCs, que exigem mais conhecimentos de engenharia de software ao invés de comandos elétricos, vamos participando e assistindo mais um capítulo da história dos PLCS.

Bibliografia:

 
 
 

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